Produtor estima perdas de 30% da safra de uva
12/01/2010 11:13:13
Produtores da região estão preocupados com os prejuízos causados pelas chuvas, e a uva é uma das culturas mais atingidas. O produtor Roberto Bercelli juntamente com o irmão Antonio possuem 10 hectares de parreiras das variedades tannat, merlot, isabel, niagra (branca), coder (branca), coder (tinta), violeta, lorena, localizada no 100 das Leopoldina em Monte Belo do Sul. A produção da propriedade gira em torno de 250 mil quilos, em ano de boa safra.
Depois do excesso de chuvas nos últimos meses, os parreirais não resistiram aos ataques de fungos e segundo o técnico agrícola da Emater, Aldacir Pancotto ainda é cedo para dizer o número exato de perda nas produções de uva da região, mas até agora chega a 30%. É o caso da produção de Roberto Bercelli, que até agora estima uma perda de 30%, se as chuvas persistirem este número pode aumentar até a colheita. “O excesso de chuva fez com que fosse preciso tratar até agora 19 vezes, e ainda faltam duas”, revela o produtor.
“A chuva em excesso, faz com que aumente o desenvolvimento de doenças como Míldio, deixando as folhas da planta com aspecto de queimadas, atacando também os grãos, que ficam pretos e caem facilmente. Além destas perdas a chuva afeta a qualidade da fruta”, comenta o técnico agrícola.
Aldacir Pancotto explica que o excesso de chuva desenvolve o crescimento das folhas, fazendo com que aconteça um desvio de açúcar da planta, por esse motivo a uva perde qualidade e diminui o teor de açúcar.
De toda a produção de Roberto e Antônio Bercelli a variedade menos afetada é a violeta, de acordo com o técnico agrícola, essa variedade não foi tão prejudicada por seus cachos serem mais ralos, evitando o acúmulo de água. “Esta variedade tem a vantagem de ser mais arejada, permitindo a entrada de sol e dificultando o desenvolvimento da podridão”, finaliza Henrique Pancotto. “É impressionante a grande quantidade de chuva, como prova desse excesso podemos observar o desenvolvimento de raízes nos troncos da planta”, ressalta Henrique Pancotto.
Pancotto revela que os produtores que utilizaram produto de contato o efeito foi menor, pois a chuva lavava as plantas, já quem usou produtos sistemáticos ou de profundidade, permaneceram mais tempo na planta controlando mais o fungo. “Agora é só continuar os tratamentos e esperar a colheita, torcendo para que as chuvas dêem uma trégua”, comenta. O técnico da Emater alerta ainda aos produtores que, mesmo após a colheita é importante um tratamento com sulfato e cal, principalmente para as videiras em que as estão folhas com aspecto de queimadas.
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